Artigo · Cirurgia refrativa
Cirurgia refrativa em Brasília: LASIK, PRK ou SMILE — qual combina com a sua córnea?
Quem cansou dos óculos chega com a pergunta pronta: qual é a melhor técnica, LASIK, PRK ou SMILE? Vou dar uma resposta que talvez surpreenda: a técnica é a parte menos decisiva. O que define o seu resultado, e a sua segurança, é se a sua córnea pode ser operada e qual método ela pede. A córnea decide antes de você.
O que as três têm em comum
As três corrigem o grau remodelando a córnea com laser, para que a luz volte a focar na retina e você dependa menos dos óculos para longe. E todas funcionam muito bem. Num estudo comparativo recente, a proporção de pacientes que enxergaram 20/20 ou melhor sem óculos foi de 95% no LASIK, 94% no PRK e 94% no SMILE, sem diferença estatística entre elas. A satisfação foi alta nos três grupos. Ou seja: a pergunta certa não é "qual entrega mais visão", e sim "qual é a mais adequada ao meu olho".
As três técnicas, e onde cada uma se destaca
PRK. A mais antiga e ainda muito usada. O laser remodela a córnea pela superfície, depois de remover a camada mais fina (o epitélio), que se regenera sozinha em poucos dias. Não cria nenhum corte profundo, o que a torna a escolha mais segura para córneas finas e para quem pratica esportes de contato. O preço é a recuperação: a visão leva de duas a três semanas para estabilizar e os primeiros dias incomodam mais.
LASIK. O laser de femtossegundo cria uma fina lâmina (o flap), levantada para o laser tratar a camada interna e depois reposicionada. A grande vantagem é a velocidade: a maioria enxerga bem em 24 horas, com pouco desconforto. Por criar o flap, exige uma córnea com espessura suficiente.
SMILE. A mais nova das três. Em vez de flap, o laser desenha um pequeno disco de tecido (lentículo) dentro da córnea, retirado por uma incisão de poucos milímetros. Por mexer menos na superfície, tende a preservar melhor a resistência da córnea e a causar menos olho seco, com recuperação em torno de uma semana. Funciona bem para míopes com astigmatismo dentro da faixa de correção.